terça-feira, 28 de janeiro de 2014

1456 - Soneto com egoísmo

Quero nem saber, é meu!

Quem tem a mesa abastada, farta
E diversa come demais e vê erro
Em dividir o seu e manda desterro
A quem distribui ou quem encarta

Dizeres para que se dê e reparta
Com quem não tem. Quer o ferro,
O fogo, a morte e solta o berro
Contra a subversão, não descarta

A ofensa se quem não tem come
Minimamente bem sem ter fome.
É como se tirassem da sua mesa

O que nem dele é nem faria falta
Se fosse, mesmo assim se exalta
Já que a fome é amiga da avareza.

Francisco Libânio,
27/01/14, 12:22 PM
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