quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

1412 - Soneto das paredes

Não é o que parece

Dizem, as paredes têm ouvidos.
Cuidado, pois com o que fala,
Se suspeita, cifra a não decifra-la
Põe nela uns tons mais ruídos,

Às paredes façam despercebidos
Detalhes, comentários com gala,
A sua alegria incontida logo a cala,
Há todos, nas paredes, os sentidos

E eles são espertos e maldosos!
Uma alegria assim cheia de gozos
É motivo suficiente pra tramoia

Ou se você crê que parede escuta,
Cuidado, ou você vence essa luta
Ou cede a isso e à sua paranoia!

Francisco Libânio,
07/01/13, 4:00 PM
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