sábado, 4 de janeiro de 2014

1407 - Soneto do chão

Duro, rústico, mas não vive sem ele...

Do chão não se passa e se passa
É porque nele não se pisará mais,
Sete palmos de terra serão finais
E do chão para cima fica a massa

A chorar, mas esse chão perpassa
Morte e vida e as histórias banais
Em que figura já que os principais
Nem notam e chão, linhas gerais,

Também pouco fala, só é pisado
E ouve por chiste o tal brocado
De dele não se passar. Ingratidão!

Ele que dá frutos desde que existe,
Oferece caminhos e na hora triste
Acomoda e só o vem de alçapão!

Francisco Libânio,
04/01/14, 12:47 PM
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