domingo, 12 de janeiro de 2014

1422 - Soneto dos quartos

Tranquilidade máxima

Meu reino, meu mundo, meu espaço
Cá escrevo, soneteio, leio, aconteço...
É aqui onde com sono eu anoiteço
E de dia vivo e me refugio e traço

Outro soneto e nele que me faço.
E por isso aqui está todo o apreço,
O pessoal ou o poético, e confesso
Tenho aqui todo meu desembaraço.

O quarto é onde se vive a intimidade
Mais plena e onde somos, de verdade,
Nós mesmos. E ainda que ocultos,

Somos no quarto um ser mais liberto,
Alma a voar de um peito mais aberto
Mesmo em nossos desejos adultos.

Francisco Libânio,
11/01/13, 1:06 PM
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