sexta-feira, 16 de agosto de 2013

1192 - Soneto angelicado

Pode ir, sua rebelde.

Chega a ideia e corro a escrever,
Pega é que entre estalo e escrita,
A ideia se sublima e fácil crepita
Risco total dela pelo ar se perder.

Corro. À ideia tento toda conter.
Dentro aqui da cabeça ela grita.
Vai logo! A danada pulsa, palpita
E ameaça fugir com tal prazer

Que se ela se for, ela vai feliz.
Por isso corro e é por um triz
Que a ela não some. Ao papel!

A ideia, ou o que sobrou dela,
Vira soneto e eu, ao escrevê-la,
Vejo quando ela viaja para o céu.

Francisco Libânio,
16/08/13, 6:21 PM
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