quarta-feira, 7 de agosto de 2013

1170 - Soneto desornado

Meu soneto é assim. Com pouco enfeite.

Aos que floreiam a sua poesia
E que a chamam como sua lira,
Este poeta os respeita e admira,
Mas ele não segue a companhia.

Primeiro porque ele põe de vazia
Sua poesia toda a bela casimira
Que vestia seu verso e fez mira
Bem lá onde a beleza pouco ia

Ou fazia questão total de nem ir.
O soneto dele falha em se medir
E tirei as flores. A simplicidade

Tomou conta. Resolvi minimizar
Meu soneto, fazer dele outro lar,
Menos bonito e mais de verdade.

Francisco Libânio,
07/08/13, 6:31 PM
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