terça-feira, 13 de agosto de 2013

1183 - Soneto do sexo sem amor

É só fogo!

É o que chamam de coisa de pele,
Calores intensos a vir numa troca,
Libido a jorrar por aí e desemboca
Rápido. Não deixa que se protele.

É pra ser o sexo, pois que seja ele
Logo. Presto, que inicie pela boca
E que faça arrepiar o que ela toca
Para que depois o casal se mele,

Se estronde e completo animalize
O coito. Que não haja essa crise
De identidade sobre o acontecido.

Que a cama seja boa testemunha
Dos gritos e das marcas de unha,
Mas não de um fogo esmorecido.

Francisco Libânio,
13/08/13, 12:15 PM
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