quinta-feira, 15 de agosto de 2013

1190 - Soneto arrancado

Até essa beleza anda faltando.

Da sujeira que eu não tenho
E do lirismo do qual abuso
Sai um soneto semiescuso
E ao fazer não me detenho.

Na chulice até me empenho,
Mas da doçura, tanto a uso
Que o bicho fica até obtuso
E não agrada o que resenho.

Paciência, tiro-o na porrada
E com porrada arrumo cada
Desagrado que me apareça.

Faltam sujeira e lirismo, pois.
E na falta clara desses dois
Até que me faz gosto a peça.

Francisco Libânio,
15/08/13, 6:39 PM
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