quarta-feira, 14 de agosto de 2013

1185 - Soneto da mata íntima

E ela nem é tudo isso. Deixa a mulher.

E aparece a moça com uma vasta
E frondosa pelugem em sua virilha
Indo contra uma impositiva cartilha
A ensinar que pelo é coisa nefasta.

O debate, então, vem e lá se arrasta.
O opiniário de pronto já se engatilha.
Aquilo é horroroso! É uma maravilha!
Esquecem que a foto por si já basta.

Na real? Já teve tanto desmatamento
Íntimo, tanta vulva à mostra ao vento
Que até fica ecologicamente correto

Esse bosquinho da moça na revista.
E depois, deixe o lado ambientalista
Dela a cuidar da sua depilação quieto.

Francisco Libânio,
14/08/13, 12:01 PM
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