sexta-feira, 19 de julho de 2013

1137 - Soneto amoroso-corporal

Muito homem vê assim.

O cara vê a mulher e nem vê mulher,
Vê uma churrascaria. Vê peito, coxa,
Lombo e tudo mais que desabrocha
Aquela vontade infindável de comer.

Mas pergunta. O cara fala com prazer!
Eu amo! E nem esconde que debocha.
Ama, mas só até a hora que desatocha
O seu dela. Amor de novo só se erguer

Diante de outra amada a fim na cama.
Se não erguer, está provado: não ama.
Mas fala que ama por uma outra vez.

Eis clássico safado de tesão instável.
Faz juras de amor pra boneca inflável,
A parceira certa para tamanha agudez.

Francisco Libânio,
19/07/13, 11:39 AM
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