quinta-feira, 18 de julho de 2013

1132 - Soneto amoroso-indeciso

É que eu amo loira, morena... Eu quero tudo!

Se diz que ama, ame. Mas ame
Mesmo. Ame de fato, pra valer!
Não chegue duvidoso à mulher.
Tem a poesia pra ela? Declame.

Não se poupe, vá e se derrame.
Nunca deixe de fazer entender,
Como um que eu sei ama fazer,
E na frente da outra dá vexame,

Fica quieto, fala nada nem caga
Nem sai da moita, a coisa vaga
Que não ama, mas nem desama.

Pois é... O carinha teve uma chance
E perdeu. Pois agora que dance
Para aprender não repetir a trama.

Francisco Libânio,
17/07/13, 12:53 PM
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