domingo, 14 de julho de 2013

1125 - Soneto inexplicado

Como não querer cair de boca?

Sendo aquela moça tão farta
Em formas e bem avolumada,
Mesmo minha mão espalmada
Cobre pouco e pouco aparta

Daquele tudo. Fazer uma carta
Quase real e toda detalhada
Exigia a técnica mais apurada
Propondo terceira ou quarta

Dimensão. Realidade factual.
Para tanto e para o prazer real,
Eu a beliscava e ela – ai – gemia.

Posso descrever nessa escrita
O que foi, mas nunca a infinita
Excitação que a gente ali sentia.

Francisco Libânio,
14/07/13, 9:25 AM
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