sexta-feira, 12 de julho de 2013

1121 - Soneto arguido

Um deles não lê nada que preste, só se informa pela Globo. E o burro leva a culpa.

Que eu fale demais e critique
O que acho errado, eu aceito.
Às vezes exagero no defeito
Ou negativo demais tonifique

O que não mereça. Crucifique,
Então! Enfie a lança no peito,
Porque digo, não sou perfeito,
Mas sou melhor que o chilique

Que dá quem ao ler o escrito
E bate sem saber o que o dito
Lá quis dizer ou já desqualifica

Sem um único pífio argumento.
Depois leio e penso no jumento
Que sem saber falar me critica.

Francisco Libânio,
12/07/13, 7:10 PM
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