quarta-feira, 3 de julho de 2013

1098 - Soneto desmadrugado

Quisera saber curtir noite.

Ser poeta é ser amigo da boemia,
Da noite que se estende aí afora
Vendo a dona Lua ir dela embora
E receber o senhor Sol em alegria;

Depois, um trago. A garrafa vazia
Traz aquela despedida inspiradora,
A ideia  já sonada, mas redentora
Para que se faça mais uma poesia.

Boemia e poesia dão lá boa rima,
Mas este poeta aqui não se anima
Com a noite que os outros carrega

E eles que se deixam por ela levar.
Dormir tarde a quem é de madrugar
É pra uma vez só e aí dizer chega.

Francisco Libânio,
03/07/13, 11:16 AM
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