segunda-feira, 15 de julho de 2013

1128 - Soneto visto de baixo

Uma delícia!

Perto do chão e do paraíso
Da carne, eu mal via o rosto
Por conta seja do meu posto
Seja o farto peito que diviso

De baixo, vinha de improviso
A dona da perna que encosto
A cabeça para sentir o gosto
E perceber de cima o sorriso.

A visão era de uma pele lisa,
Um cheiro forte que catalisa
O momento e distrai do resto.

Perto do chão senti o robusto
E bom sabor, um preço justo
Pelo meu voluntário cabresto.

Francisco Libânio,
15/07/13, 12:46 PM
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