quinta-feira, 27 de junho de 2013

1088 - Soneto corrompido

Nenhum dos dois presta!

Quem compra e quem se vende
São tão boçais como nefastos,
Ainda vem e bancam de castos
E vão. E ninguém os repreende.

Corrupção qualquer um entende,
É fraudar e fazer bons repastos
De morais fracas e de já gastos
Caráteres enquanto se distende

Pelos bolsos toda a ruminação
Desse manjar e dessa má ação
E come-se outra vez inda mais.

Assim explico essa má conduta
E chamo ambos filhos da puta,
Mas me calo. Eu já falei demais.

Francisco Libânio,
27/06/13, 8:03 PM
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