domingo, 9 de junho de 2013

1051 - Soneto abnegado

Esse sorriso me vale todo dinheiro do mundo.

Todo mundo que ser bom cristão
E quer bancar o bom samaritano.
Nada contra, mas que pra fulano
Ser bom exige alguma premiação.

Faz-se o bem na irretocável ação,
Que devia ser graça. Eis o engano!
Bem gratuito é exercício espartano.
E fazer o bem pra alegrar o coração?

Tá brincando, né? Sem um agrado?
Pois saiba que coração de safado
Tem preço e ele nunca custa barato.

Pelo menos este soneto é de graça,
Não faz bem, mas vai que ele faça,
O débito nunca cairá em seu extrato.

Francisco Libânio,
09/06/13, 7:33 PM
Postar um comentário