quarta-feira, 26 de junho de 2013

1086 - Soneto hediondo

Claro que isso é nojento. Não precisa reforçar.

Claro que existe toda sordidez
Em descobrir que o fulano tem
Preço. Caro, mas negocia bem
E ele te faz descontinho da vez.

Obviamente saber a mesquinhez
Do sujeito e que vai muito além
Do detestável a ludibriar alguém
Por puro egoísmo, pura avidez

Faz que chamemos reprovável
Atitude e pessoa tão miserável
O fato que, por haver, é escuso.

Então ser hedionda a corrupção
É pleonasmo, é vazia repetição,
É só ecoar o tal termo em uso.

Francisco Libânio,
26/06/13, 7:25 PM
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