segunda-feira, 17 de junho de 2013

1067 - Soneto acabado

Tenho que ter sempre em mente...

Mas quando se termina um soneto
Fica aquele sabor de quero mais.
Deseja-se escrever versos cabais
Para deixar o outro mais completo.

E ele começado, eu já me meto
A escrever indo além dos ideais
E divagar pelos puros celestiais
Céus da inspiração. E sigo reto

Sem calma. Soneto tem limites!
Não cabe além dele os palpites
Que o poeta enfie aqui diverso.

Sendo assim, mais que filosofe,
A coisa morre na última estrofe,
A extrema unção é o último verso.

Francisco Libânio,
17/06/13, 6:22 PM
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