domingo, 2 de junho de 2013

1037 - Soneto adorador de formas

Nada melhor. É pra se acabar.

A quem gostar do longilíneo,
E, em casos, ele me agrada,
Não terei a crítica adiantada
Nem maldirei pelo raciocínio

Que mais vê para o lenocínio
A silhueta esbelta e moldada,
Mas poupe-me de dar porrada
Se eu disser do meu fascínio

Com o excesso, amor à fartura
E ao que você chama gordura
E eu chamo de total gostosice.

Preferências existem cem, mil,
A minha é amar um corpanzil
Vendo nele malícia e meiguice.

Francisco Libânio,
02/06/13, 11:52 AM
Postar um comentário