sexta-feira, 15 de junho de 2012

0216 - Soneto da música de rua


Se é funk ou se é rap pouco importa,
São o que o samba era de antanho,
A voz do morro, da rua, era o assanho
De cultura dos que não viam a porta

Da escola. É a voz que nos reporta
O dia-a-dia, a violência sem tamanho,
A crueza, mundo por demais estranho
À gente alheia à realidade e absorta

Com seus happenings e seus saraus
E não permitem neles os de degraus
Abaixo. Preserva-se pura e impoluta

A arte refinada e acham vanguarda
Quando um dos seus simula a parda
Ou preta arte bradando filho da puta!

Francisco Libânio,
15/06/12, 8:58 PM
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