terça-feira, 12 de junho de 2012

0211 - Soneto dos sem-namoro


E quem não namora, como faz
Para sobreviver nesse dia doze?
A menos que o tanto de glicose
Emocional que o clima nos traz

Não afete, vive-se em boa paz
Sem a necessidade de simbiose
Romântica ou a de fazer pose
Tem-se uma tranquilidade eficaz

Mas àqueles a quem dói fundo
Estar só sendo o fim do mundo
Nada no dia parece coisa boa

E vão afogar mágoas na Internet
Ficar onde a nada disso se remete,
Abrem o Google. Nem ele perdoa.

Francisco Libânio,
12/06/12, 10:12 PM
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