domingo, 10 de junho de 2012

0199 - Soneto escrito à máquina


Acho entre minhas coisas uma preciosidade,
A antiga máquina de escrever de meu pai,
Há quanto tempo um papel por lá não vai?
Estará ainda campeã sua funcionalidade?

Só saberei se a puser para sua finalidade,
Pois rodo lá um papel. Esse barulhinho, ai!
Saudade de um tempo que há muito se esvai,
Fita ok, teclas em ordem... Mate-se a vontade!

Não digito, datilografo. Existe esse verbo
Ainda? Recrio-o. Me sinto muito soberbo
À máquina, um gostinho da minha infância

Um guri que me vê no tec-tec não acredita:
“Caraca! Ela já imprime o que você digita!
Puta tecnologia tio!” Puta é a sua ignorância!

Francisco Libânio,
10/06/12, 11:59 AM
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