quinta-feira, 7 de junho de 2012

0186 - Soneto para Aline de João Mineiro e Marciano


O que não faz a saudade misturada com o mar!
O cara ouve nas ondas o riso da mulher amada,
Vem uma onda, molha-lhe os pés, não traz nada,
Nem uma Aline que ria. Só uma onda a molhar.

Aí, ele chega da maré afastado, escolhe um lugar,
Desenha o seu lindo rosto e capricha na risada
Que podia ser para ele ou dele. Vem a danada
Da onda e leva a Aline com ela ao tudo apagar...

Foi essa a madrugada até a badalada matinal
Dos sinos ao longe. A vida segue assim normal
Menos para o apaixonado. Não há o que o atine

Porque ele ainda chama, chama, um mar chora,
Fica na praia à espera nem pensa em ir embora
Até que as ondas tragam finalmente sua Aline.

Francisco Libânio,
07/06/12, 10:25 AM
Postar um comentário