domingo, 10 de junho de 2012

0202 - Soneto de praga de mãe


“Não coma o doce que ainda está quente!”
Diz a mãe ao filho que à iguaria recém feita
Namora como se quisesse dar à empreita
Culinária um relacionamento sério e decente

Mas a sogra do filho já antevê e pressente,
Que o enlace entre ele e sua última receita,
Por ora, não é coisa boa e nada se aproveita,
Isso vai dar merda! diz a mãe de experiente

A proibição não é eterna, mas apenas liminar,
O namoro entre o filho e o doce terá lugar,
Na hora certa e na oportunidade propícia

Mas o guri põe o carro na frente dos bois,
Se esbalda, se divorcia no banheiro depois
E culpa a mãe pela mandinga alimentícia.

Francisco Libânio,
10/06/12, 8:38 PM
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