sábado, 9 de junho de 2012

0197 - Soneto para Angélica de Alvarenga e Ranchinho


Esta é uma das letras melhor construídas,
De rimas rápidas, figuras bem elaboradas
Além de quase todas palavras acentuadas
Proparoxítonas engastadas e escolhidas

E assim é Angélica, moça de medidas
Feições, mas de atitudes malvadas,
Vítima de uma das mais malfadadas
Irresponsabilidades, troca de bebidas

Medicinais. Sobreveio uma trágica morte,
Mas lhe rendeu homenagem de porte
Primeiro a música e depois a artística

Perda para o pai que, ficou perplexo,
Ganho para a música. História de nexo,
Pena que pouco conhecida sua mística.

Francisco Libânio,
09/06/12, 1:23 PM

Em tempo, o autor julga, talvez num arroubo de pedantismo sobre o conhecimento dos leitores no tocante à música caipira, que de todas as músicas essa seja a mais desconhecida e a mais estranha de todas. Por isso, ele deixa o link com o vídeo dessa história e dessa letra que é quase uma Construção (ao menos é anterior à pérola do Chico Buarque) não fossem três ou quatro palavras que fogem da regra proparoxítona. De qualquer maneira, a música é muito boa.
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