terça-feira, 12 de junho de 2012

0208 - Soneto do namoro dele e dela


Eles namoram, casam e, às vezes,
Se separam. Aí namoram de novo,
O máximo é cair na boca do povo
Ele o fodão e ela sofre os revezes,

O pior é encontrar os descorteses,
Invejosos e boca a dizer ‘Aprovo!”
Ou “Reprovo” ou “Oh, me comovo!”
Ou “Alguém novo todos os meses...”

Ah, essa maldita boca de Candinha,
Povo desocupado, chata ladainha
E cuidar da vida que é bom, nada.

Dane-se a rua! Enquanto o namoro
Durar e for bom, ao inferno o coro
E ao paraíso namorado e namorada.

Francisco Libânio,
12/06/12, 9:02 PM
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