quarta-feira, 6 de junho de 2012

0185 - Soneto para Amélia de Mario Lago


Que Amélia era mulher de verdade
Já se disse e tantas vezes repetido
Foi que isso já é mais que sabido
Como sabida é dela toda saudade

E a outra lá? Rainha da futilidade,
Só pensa em luxo, riqueza, vestido
De grife sem ver que o desvalido
É um pobre rapaz. Ser sem bondade!

Amélia, sim, resignada, parceira,
Encarava até a fome de maneira
Tranquila. Meu filho, o que fazer?

Fica a pergunta que não se cala,
Se era isso tudo, por que deixá-la
Pela outra? Tava a fim de sofrer?

Francisco Libânio,
06/06/12, 1:30 PM
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