domingo, 25 de maio de 2014

1688 - Soneto do Juízo Final

Vamo para com essa zoeira aí!

Que tensão. Temor! Que situação!
De repente, uma humanidade toda
De tudo que é existente se denoda
E por um ser superior, em seleção,

Por quem crê, justa e sem apelação.
Nessa seleção, a turma má já roda.
Um julgamento que a maldade poda.
De lá os bonzinhos têm predileção

Do ser supremo. E quando a hora,
Como a grande autoridade julgadora
Verá esse poeta obsceno e sacana?

Se tal ser superior for essa bondade
Que dizem os livros, fico à vontade
E terei perdoada minha vida profana.

Francisco Libânio,
17/05/14, 2:10 PM
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