quinta-feira, 22 de maio de 2014

1680 - Soneto desapaixonado

Enquanto isso, curta-se.

Claro que o amor é uma maravilha
Como poetizam por aí os poetas.
Claro que amar é para os estetas
Jogar luz à estrela que mais brilha.

Lógico que o amor se desvencilha
Dos males mundanos, das indiretas
De Internet e das piabas prediletas
Que tentam contra ele. E humilha,

Se amor verdadeiro, quem é contra
Ele, pois amor, quando se encontra,
É indivisível e mais forte a cada dia.

Mas eu não tenho amor, e tudo bem.
Vou amando por hora até vir alguém
Pra ter amor e tesão que nunca teria.

Francisco Libânio,
13/05/14, 12:15 PM
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