domingo, 25 de maio de 2014

1687 - Soneto confessional

Nem sempre sou o que escrevo...

E quem diz que eu me exponho
Nos sonetos não deixa a razão.
Talvez quando eu faça lavação
De roupa deixe tanto enfadonho

O soneto. E eu não me oponho
A isso. Nem à minha confissão
Que, às vezes, é mais encheção.
Falo de tristeza e estou risonho,

Falo de sacanagem e é carência,
Às vezes é igual a vida à essência
Do soneto, como agora confesso

Confessar e na confissão minto.
Culpa? Às vezes eu muito a sinto,
Mas agora, eu sinto é o avesso.

Francisco Libânio,
15/05/14, 7:04 PM
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