sexta-feira, 23 de maio de 2014

1683 - Soneto para uma musa diferente

De vez em quando, algumas valem um soneto.

Mas que o poeta gosta da fartura,
Isso é sabido tanto como notório,
Mas em nada soará contraditório
Se ele vir uma com mais ossatura

Que carne. Pode ser que a criatura
Não seja gordinha, e daí? É irrisório.
Talvez haja nela um toque meritório
Que compense a carne, a gostosura

Do excesso. Uma moça mais magra,
Mais mignon que chega e já deflagra
Repensamento. E isso não é errado.

Uma moça sem peito nem bunda, reta,
Rosto lindo que vi e veio me decreta:
Faça-me sua musa de corpo delgado.

Francisco Libânio,
14/05/14, 12:37 PM
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