quinta-feira, 13 de setembro de 2012

0444 - Soneto sem saco

E tudo fica chato. Aí escrevo.


Decide, pega o escopo e vai,
Concentra, se fixa e apreende,
Reflete, questiona e entende,
Da fala densa o sumo extrai,

Depois é a mente que se esvai,
Foge clandestina, transcende
A linha imposta, se desprende
Tenta andar por ela e logo cai

Levando na garupa este poeta,
Decidido em imposição direta
A não sonetear, levar até o fim

Sua proposta de estudo sério
Mas cede ao, do vazio, império,
Tem vezes que acontece assim.

Francisco Libânio,
13/09/12, 9:39 AM
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