terça-feira, 18 de setembro de 2012

0458 - Soneto de uma preferência malvista

Sim, eu gosto de fartura. E o rosto dessa moça é lindo.


E se o poeta gosta de gordinhas, e daí?
Cada um prefere o que melhor apetece,
Tem quem goste de magrela que parece
Porta-chapéu e certa feita eu conheci

Um que amava altonas. Vive o frenesi
Quando da vista dela ele desaparece
E eu, que amo massa, o que acontece?
Julgam mau-gosto. Parei com isso aí!

Das cheinhas nada melhor que o abraço,
Ela me envolve todo e eu me desfaço
Num prazer intenso que me faz a adorar

Mas, se eu vir você que tanto discorda
Comendo uma fatia de picanha gorda,
Seu incoerente, muito irei te esculachar.

Francisco Libânio,
18/09/12, 8:45 PM
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