quinta-feira, 27 de setembro de 2012

0477 - Soneto agoureiro

Sai pra lá, sai pra lá!


Um urubu pousou na minha sorte?
Só se foi na do grande Augusto!
Aqui não teve nada para o frusto
Pássaro fazer. Não lhe dou esporte!

Não que minha fortuna seja forte
Ou que tudo para mim seja justo,
Vivo com o difícil e a muito custo
Rumo seguro para algum norte,

Mas urubu? E eu lá sou carniça
Para urubu me ver com cobiça?
Minha sorte é feia, mas limpinha!

Mas por precaução, na madeira
Três vezes e a romã na carteira...
Não tem urubu que me adivinha.

Francisco Libânio,
27/09/12, 7:20 PM
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