sexta-feira, 28 de setembro de 2012

478 - Soneto desordeiro

Teve quem também, se pudesse, matava mais de mil. Se deu mal.


Pensa num sujeito cavalgadura,
Contava até três e caía no soco,
A briga era sempre o maior foco,
A porrada era a forma de ternura

A briga podia ser covarde, dura,
Ou fútil. Podia ser ou não troco
De agressão. Já descia o coco!
Tinha confusão ele ia à procura

Um dia, ele topou um baixinho,
Magrelo, feio, na dele, sozinho,
Vítima perfeita para uma surra!

Ele não sabia, o cara era lutador
Marcial. Tomou seu cacete pior
Por conta da decisão mais burra.

Francisco Libânio,
28/09/12, 8:14 AM
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