sábado, 29 de setembro de 2012

481 - Soneto de beleza

Tão inacessível... Passo longe!


Quando se escreve uma poesia
Vai-se ao belo, vai-se à plenitude
E chega-se a eles assim amiúde
Que é comum cometer a heresia

De tê-los por acessível. Eu diria
Que a aparente porta aberta ilude,
Entre o poeta e ela há um açude
E transpô-lo carece de valentia,

Nesse buraco há o óbvio, o raso,
Encobertos pelo falso parnaso,
O tombo nesse fosso é violento!

Digo porque quem já esteve lá
Me contou detalhado o que há,
Por isso o bonito eu nem tento.

Francisco Libânio,
29/09/12, 9:50 PM
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