quarta-feira, 19 de setembro de 2012

0459 - Soneto de uma preferência melaninosa

Trocando uma sueca por uma sudanesa fácil


Já disse que gosto de massa? E da cor,
Já disse também? Pois então! A mulher
Que prefiro, não que eu não vá escolher
Uma que não seja como possível amor,

É carregada na melanina e tem o sabor
Imaginário de chocolate. Ela tem de ter,
Também, esse dom, esse quase poder
De transmitir no abraço todo seu calor,

Essa coisa que ou é típica ou inerente,
Porque se o estereótipo diz ser potente
O homem, o que, sabe-se, não é regra,

A mulher tem, não, a chama do pecado,
Da sensualidade e, sim, nela apregoado
O charme irretocável só da raça negra.

Francisco Libânio,
19/09/12, 9:50 AM
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