quarta-feira, 26 de setembro de 2012

0473 - Soneto passageiro

Tudo é passageiro. E a maioria vai de carona sem pagar nada.


Claro que na vida tudo passa,
E ainda bem, né? Ou imagina
Se não passasse! Mas é sina,
É triste, mas tem lá sua graça,

Depois que o mal vira fumaça,
Claro. Aí a experiência confina
O passado e depois determina
O tema por tabu. Não se faça

Comentário nem uma menção
Sequer ou reacende a tensão,
Fogo redivivo, às vezes, é pior!

Mas mesmo tido encerrado
O assunto ainda é traficado
Por um alvitre contraventor.

Francisco Libânio,
26/09/12, 8:00 AM
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