sábado, 29 de dezembro de 2012

696 - Soneto introspectivo

Fim das contas, não foi muito diferente disso...

Recolho-me à minha nobre casca
E nela penso sobre meu ano todo.
Foi um passo a frente ou engodo?
Tirei, de experiência, alguma lasca?

Fiquei bastante descendo a guasca
No que discordo. Tudo que é modo!
No campo poético, soneteei a rodo
E houve lá uma sorte mais carrasca

Outra que temi e foi, até, mais branda,
Mas é pra frente que o mundo anda
Então, a introspecção tem fim lógico:

Vivi, escrevi e aprendi. E lá vem mais!
Este ano (perdão pleonasmar): aos anais!
E não o leia como algo escatológico.

Francisco Libânio,
29/12/12, 6:20 PM
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