domingo, 23 de dezembro de 2012

686 - Soneto acuado

Mas quem disse que quero fugir?

“Dessa vez você não me escapa!”
Ela disse como uma promessa.
E minha resistência toda cessa
Quero me entregar, ser a papa

Da perseguidora e, na caçapa,
Sujeitar à atividade pregressa
Proposta. E vamos depressa
Da ameaça à próxima etapa,

Aquela em que ela me devora
No seu papel de dominadora
Que acua e cumpre a ameaça

Assim sendo, sou fácil presa,
Deite-me e ponha-se à mesa
Usufruindo bem da sua caça.

Francisco Libânio,
23/12/12, 9:16 PM
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