quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

670 - Soneto oito ou oitenta

Esse olhar... Nunca sei o que vem.

Ela na cama ou é beijo ou é mordida,
Chama de amor ou de filho da puta,
Seu pé ora me acaricia ora me chuta,
Olho-a. Ora satisfeita ora arrependida.

Ela transita pelos extremos da vida
Com tanta facilidade que ela executa
O melhor e o pior sem haver disputa
Prazer e ofensa sem qualquer medida,

De mim? Não sei se a quero ou não,
Não sei se espero beijo ou agressão,
Ela mandou a razoabilidade embora

Que tenho medo de me oferecer a ela,
A parte íntima. Vai beijar e vai lambê-la
Ou vai morder, arrancar e cuspir fora?

Francisco Libânio,
12/12/12, 3:38 PM
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