terça-feira, 4 de dezembro de 2012

660 - Soneto abastado

Se eu fosse como ele, teria milhões, mas seria feliz?


Não tenho posses, não sou milionário
Quem dera a poesia assim me fizesse,
Mas creio que seja para quem merece
E não um dom, título assim arbitrário

Mas fosse eu um, do tipo perdulário
É que não seria. Dinheiro não cresce
Em árvore. Rapidinho a grana fenece
E quase nunca se iguala o numerário.

Tudo bem, não sou rico, e nem quero,
Prefiro o suficiente e usar do esmero
Para não vê-lo reduzido logo a nada.

E já que esses milhões não me dão
O prazer da posse, que todos vão
Pro inferno ou pra pessoa precisada.

Francisco Libânio,
04/12/12, 12:29 PM
Postar um comentário