sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

664 - Soneto absurdo

Flor, você precisa ir embora...


Quando eu a chamei para um pouco mais,
Obviamente havia uma maldadinha no ar
E ela bem sabia, principalmente ao aceitar
Sem perguntar nem se alongar demais

Subimos pelo elevador, pessoais normais,
Entramos no apezinho de forma elementar,
Cada um tomou sem insinuações seu lugar
E não houve malícias ou induções sexuais

Tomamos o último drinque tranquilamente,
O álcool, a conversa tornaram envolvente
O clima e ela se aproximou de mim e, tesa,

Desnudou-se e me atacou, perdeu a linha!
Houve o que houve e não foi culpa minha,
Tenho a testemunha e o prazer por defesa.

Francisco Libânio,
07/12/12, 8:14 PM
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