terça-feira, 31 de março de 2015

1828 - Soneto da reação antimachista

A moça passou incógnita e um gaiato,
No afã de ser poderoso ou o perfeito
(Idiota, no caso) fala: Que baita peito!
A moça escuta esse despudorado ato

E ato contínuo põe fora eles ao chato.
“É bonito, né? Mas é só para o eleito
Por mim. Cretino qual você, nada feito!”
E o cara, assustado e todo estupefato,

Pede pra ver de novo. Negado, parte
Para a força contra ela, mestra na arte
Do jiu-jitsu como na de surpreender,

Sufoca o animal machista que arrega,
Pede perdão e chorar até dizer chega,
Não deu certo com ela o criminoso lazer.

Francisco Libânio,
18/02/15, 9:33 AM
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