segunda-feira, 9 de março de 2015

1804 Soneto da vendeta pornográfica

Namorada terminou e, de peralta,
Ele lançou à rede toda intimidade
Do par, expôs a sexual saciedade,
Cada nome feio que lá se exalta,

Cada posição sem deixar em falta
O prazer, o ápice em que vontade
Vira fluido. À tal irresponsabilidade
De quem ela teve em conta tão alta,

Respondeu com a Justiça, que fez
Seu papel condenando a sordidez
Dele que, desacatando, saiu preso.

Agora numa cela com dez parceiros,
O cineasta é forçado a dias inteiros
De prática sórdida. E filmar é defeso.

Francisco Libânio,
30/12/14, 12:34 PM
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