sexta-feira, 13 de março de 2015

1810 - Soneto sexuado

Quem na poesia falaria abertamente
Sobre a mulher de fibra e moderna,
Que é independente como é terna,
Só que por ser, assim, independente

Leva esculacho de homem e de gente
Ignorante que ainda se mal governa
Pelo que troço que no meio da perna
Ou balança e aponta descaradamente

Ao ver uma bunda ou fica tão discreta
Só não se o impudor mande a etiqueta
Embora e se insinue? Ambos os casos,

Esquece-se cabeça e caráter da pessoa.
Então eu falo sobre essa mulher de boa
E já ignoro os pensamentos mais rasos.

Francisco Libânio,
04/01/15, 9:54 AM
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