terça-feira, 17 de março de 2015

1812 - Soneto retomado

Nunca se surpreenda. O cotidiano
É sempre mesmo e nunca importa
O feriado passado ou a folha morta
Do calendário que mudou de ano,

Seja no novo ou no velho, o plano
Dos anos é o mesmo, a cara torta
Do chefe e o cobrador à sua porta.
Isso é certo sempre e sem engano.

E a primeira segunda do ano novo
É a mesma para a maioria do povo,
Pois quem não é patrão tem a volta

À vaca fria como ano passado já era.
Após a pausa, tudo vem sem espera,
Sem festa e mais atiça nossa revolta.

Francisco Libânio,
05/01/15, 10:31 AM
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