segunda-feira, 9 de março de 2015

1805 - Soneto temoroso

Quem tem medo tem medo
Simplesmente e não explica
Porquê. Um sempre mitifica
E diz que ele some ou cedo

Ou tarde. E não fica segredo
Se o medo, além de não ir, fica
Até maior. Respeita-se a cica
Ruim do temor e haverá dedo

De um filho da puta sem noção
Que faz desse medo a atração
De circo. Pra ele só um remédio:

A sova bem dada a que aprenda
A ter prumo e a que o defenda
Da presença do outro seu tédio.

Francisco Libânio,
30/12/14, 9:18 PM
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