quarta-feira, 29 de abril de 2015

1859 - Soneto rasgado em elogios

Acho aquela moça linda, espetacular,
Um desbunde de perfeita, uma musa,
Uma deusa, a mulher que mais abusa
Desse direito de ser bonita e encantar.

Não meço palavras. Ela é das pra casar,
Pra foder, pra adorar. Como não se usa
Escrever à amada, assumo essa recusa,
Escrevo, elogio, zelo para não ser vulgar

(Ainda que foder seja algo de intimidade),
Ponho em soneto a ela toda a majestade
Para exaltar em júbilo a pura excelência.

Ela lê? Não. Até gosta de mim, reconhece,
Sabe que sou poeta, mas logo me esquece.
Pouco muda sua vida toda essa reverência.

Francisco Libânio,

25/04/15, 7:29 PM
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